Oi pessoas! Leitores, leitoras! Eu sei que disse que ia sumir por um longoooooo tempo mas sabem, não foi tanto assim. Claro, não vou vir tão frequentemente mas hoje vim postar meu trabalho de religião.
Vim postar porque eu achei minhas histórias... interessantes e quero saber a opinião de vocês, leitores :)
Leiam os 2 textos a seguir:
Salva
Ciara.
Tenho 14 anos, moro no Rio de Janeiro. No momento enquanto estou
dentro de um avião indo trabalhar como modelo escrevendo minha
experiência nesse net book.
Ser
modelo sempre foi um sonho! Quando eu era pequena brincava que andava
em uma passarela com as roupas de minha mãe. Minha família era minha
platéia e minha prima a fotógrafa.
5
dias atrás eu recebi uma carta onde me convidavam a ser modelo em
São Paulo, na capital mesmo, teve uma festa lá em casa de despedida
ontem á noite. Agora 9 horas peguei o avião e estou partindo rumo
ao estrelato!
Sou
meio baixa pra minha idade, morena e olhos verdes. Sou
bronzeadinha....
Minha família sempre teve baixa renda e pouca escolaridade, então eu vou
me esforçar muito nesse novo trabalho e ganhar bastante dinheiro pra
eles! Claro, acho meio estranho chamarem uma adolescente pobre e
pequena a ser modelo mas... É minha chance!
Ok,
ok. Cheguei no Aeroporto, tem dois homens com um cartaz escrito
Ciara... Não parecem estilistas mas ok. Nem tudo tem feito sentido
em minha vida...
''Olá
garota, você é a Ciara?''
Ele
tinha bafo de álcool era gordo e alto, tinha cara de poucos amigos. O
outro era magro parecia um palito de dentes, era meio careca e fumava um cigarro.
''Hã...
Sou... Vocês são da agência da DNA?''
''Sim
menina, sim. Ou melhor... É mais ou menos.''
''Como
assim?'' Perguntei ao homem gordo que falava comigo
''Ok
Ciara, venha conosco.''
''Tá...''
O
magro me olhou com um olhar amedrontador, logo imaginei que fosse
minha postura e tratei de me ajeitar mas logo eu ia descobrir que não
era isso...
Me
colocaram no táxi e aí pararam num beco, bem no fundo tinha uma
porta... Peguei minha mala e entrei. Lá tinham 3 mulheres e 2
meninas mais ou menos regulares comigo. Cada uma me olhou de um
jeito, com pena mas de jeitos diferentes. Eu comecei a ficar confusa
e logo chegou outro homem gordo também mas ele parecia meio que o
chefe... Logo começou a gritar:
''
VOLTEM PARA AS BARRAS! CONTINUEM O SHOW! ''
Se
aproximou de uma negra que na verdade era muito bonita e disse:
''A
boate espera vocês, precisam agradar nossos clientes.''
Eu
ouvi a palavra boate e me apavorei mas já era tarde, mandaram as 2
meninas regulares comigo ajudarem a me aprontar já que eu era carne
nova.
Uma
das meninas cujo nome descobri ser Léia tinha 12 anos, ela era ruiva
e tinha olhos castanhos-mel, tinha um corpo de modelo de biquíni e
usava um maio que só escondia as partes intimas. Perguntei o porque
daquilo tudo e o que uma boate tinha a ver. Ela me olhou séria e
disse: ''Você é meio inocente né?''
Eu
ri nervosa e disse: ''Como assim?''
Ela
me respondeu com um suspiro: ''Ciara... Esse é seu nome né? Bom,
você foi traficada como nós pra servir de stripper, você sabe o
que strippers fazem né? Servem para dar prazer á homens em boates e
aos patrões e esses três homens são nossos patrões.''
''Mas
e se recusarmos?''
''No
momento Ciara não temos opção, ou é isso ou morte. E que eu
saiba... Temos uma patroa também que logo logo deve chegar pra
conhecer o novo brinquedinho dos machos.''
Ela
me deu um maiô tipo o que ela usava e falou:
''Vista
isso. Rápido se não eles vem com aquele maldito chicote... E é bom
que saiba dançar pole dance...''
Vesti
de imediato e logo lembrei do clipe Gorilla do Bruno Mars... A mulher
usava uma roupa tipo aquela.
Virei
pra outra menina que permanecia calada. Léia falou:
''Anda
Júlia vamos logo, pare de chorar...''
Descobri
que ela tinha 10 anos era irmã de Léia. Ela chorava todo dia porque
não gostava do que faziam com ela...
Porém
pela maquiagem que botavam nelas não deixava que elas parecessem
ser mais novas pra ir nas boates trabalhar...
Léia
correu pra limpar o rosto de Júlia, sempre que ela chorava os homens
não faziam coisas legais e eu fui. Fui rápido pois eles começaram
a ficar impacientes e gritar. Logo que cheguei o gordo me olhou de
cima abaixo, veio atras de mim, me agarrou por trás e sussurrou:
''Trabalhe
bem e logo estará nas boates.''
Meu
coração acelerou de nervoso, tudo que eu queria era chutar o meio
das pernas deles e sair correndo.
Ensaios,
ensaios, ensaios, apresentações em boates isso virou minha rotina.
Homens abusando de mim, eu fazia tudo que stripper's fazem e era horrível... Mas agora eu era uma stripper, mas não sabia que duraria
tão pouco tempo quanto eu pensei. Graças a Deus.
Na
boate em um desses dias chegou a policia arrombando a porta e
anunciando:
''TODO
MUNDO PRO CHÃO! CADÊ AS CRIANÇAS TRAFICADAS?''
As
mulheres que estavam comigo, Júlia e Léia foram resgatadas assim
como nós. Os homens tiveram prisão perpétua e cada uma de nós
voltou pra casa. Desisti de ser modelo. Voltei pras aulas e me
dediquei aos estudos, desisti de ser modelo. E se eu tivesse boa
escolaridade ajudaria também... Agora eu queria me tornar policial.
E cuidar de crianças que sofriam também.
Perdida
Presa...
Nesse lugar horrível... Á 10 anos. Eu não tenho mais salvação. Eu
já estou condenada. Eles abusam de mim, me fazem de stripper...
Eu
já me rendi. Dês dos meus 16 anos estou condenada. Vou seguir essa
vida horrível até morrer provavelmente de Aids devido ao meu
trabalho.
Traficada,
abusada...
Eu
já perdi a esperança.
''ARIANA''
Melhor
eu parar de divagar. Há 16 anos eu escrevo nesse maldito bloquinho
de notas como se algo fosse mudar! Eu só queria minha vida de volta!
Eu tenho 26 anos e continuo com mentalidade de 16. Parece que nunca
saio do mesmo lugar...
Talvez por que não saia mesmo...
Corri
até meu patrão: '' O que deseja patrão?''
''Depois
do trabalho, vá a minha cabine. E ENSAIE! NÃO FAÇA FEIO HOJE NA
BOATE!''
''Sim
patrão.''
Andei
á caminho das barras e treinei até de noite, quando tocaram as
sirenes pra irmos pra boate...
Em
meio minuto eu e 2 colegas descíamos barras, girávamos, dançávamos pole dance, nada que gostássemos de fazer... Como cheguei até
aqui... Nossa... Faz tanto tempo... Meu namorado e eu estávamos saindo do cinema e um homem atirou nele... Me mandou entrar no carro
e me trancou em um apartamento por 6 semanas. Todo dia me abusava.
Todo dia era uma tortura... Depois ele me enfiou num avião á
caminho de Minas Gerais e cheguei onde estou.. Forçada.
Homens
abusavam de nós e largavam dinheiro dentro dos sutiãs.
Terminado
o serviço e exausta fui á caminho da cabine do patrão que estava
deitado.. Nu.. na cama. Eu tive vontade de fugir e eu podia! Mas só
se eu fosse o flash por que ele já estava lá. Me agarrando e me
forçando a fazer o que eu não queria novamente. Ok...
Era
normal pra mim já. Mas não deveria. Isso não deveria ser normal
pra ninguém.
Eu
só esperava que outras pessoas não passassem pelo mesmo que eu. Eu
já estava condenada.
Esperava
que outras meninas fossem espertas, fortes e corajosas e não se amedrontassem com uma arma na cabeça pra serem forçadas a entrar
num carro a caminho do tráfico.
Nessas circunstancias era melhor a morte, era mais aliviante.
Eu
me sentia torturada.
E
só queria que tudo acabasse
Rapidamente.
Gostaram?
Beijos!
Nick
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